O ecoturismo sempre foi associado à aventura, ao desafio físico e à exploração de ambientes naturais, por muito tempo, vistos como territórios predominantemente masculinos. Mas essa realidade vem mudando de forma consistente. Hoje, as mulheres ocupam cada vez mais espaço no setor, não apenas como participantes, mas como protagonistas em todas as frentes da atividade.
Na Chapada dos Veadeiros, esse movimento é evidente. Mulheres guias, condutoras, gestoras e viajantes solo têm contribuído para transformar a forma como o ecoturismo é vivido e percebido.
Mulheres guias: conhecimento e sensibilidade em campo
A presença feminina na condução de trilhas e experiências em meio à natureza cresce a cada ano. Mais do que conhecimento técnico sobre rotas, segurança e primeiros socorros, muitas mulheres guias trazem uma abordagem que valoriza a escuta, o cuidado com o grupo e a conexão com o ambiente.
Essa atuação não diminui o rigor da atividade, pelo contrário, amplia a experiência. O olhar atento aos detalhes, à dinâmica do grupo e às necessidades individuais contribui para vivências mais completas e seguras.
Mulheres na gestão: decisões que moldam o setor
Além do campo, as mulheres também ocupam posições estratégicas dentro do ecoturismo. Na gestão de agências, hospedagens e experiências, elas influenciam diretamente na forma como os roteiros são pensados, comercializados e executados.
Esse protagonismo impacta desde a escolha de fornecedores até a construção de experiências mais inclusivas e responsáveis, alinhadas com práticas sustentáveis e com o respeito às comunidades locais.
Conduzindo grupos e quebrando padrões
Ver mulheres liderando grupos em trilhas, expedições e atividades de aventura ainda pode causar surpresa para algumas pessoas, e é exatamente esse estranhamento que precisa ser superado.
A presença feminina na condução de grupos ajuda a desconstruir a ideia de que aventura exige um perfil específico. Competência, preparo e responsabilidade não têm gênero. O que existe é formação, experiência e comprometimento com a segurança e a qualidade da experiência.
Viajar sozinha também é um ato de autonomia
Outro movimento crescente dentro do ecoturismo é o de mulheres que optam por viajar sozinhas. Seja por escolha, necessidade ou busca por autoconhecimento, essas viajantes estão cada vez mais presentes em destinos de natureza.
O ecoturismo, quando bem estruturado, oferece um ambiente seguro e acolhedor para esse público. Grupos organizados, guias qualificados e roteiros bem planejados criam condições para que a experiência seja positiva, independente de estar acompanhada ou não.











Fotos: Luis Carvalho